Uma inundação acompanhada por deslizamentos de terra provocou uma das maiores tragédias recentes na região de fronteira entre o Nepal e o Tibete, na China. Além das dezenas de mortes confirmadas, centenas de pessoas continuam desaparecidas, entre elas turistas estrangeiros.
Até as 14h desta quarta-feira (26), o balanço apontava pelo menos 98 mortos e mais de 800 desaparecidos. O distrito de Rasuwa, no Nepal, foi uma das áreas mais atingidas. No lado chinês, a região de Gyirong também sofreu com a força da água e da lama.
O impacto sobre o turismo preocupa as autoridades nepalesas. Um levantamento inicial apontava 403 visitantes desaparecidos, sendo 341 estrangeiros. Em uma atualização posterior, o Conselho de Turismo do Nepal informou que 384 viajantes ainda não haviam sido localizados, dos quais 291 eram estrangeiros.
A diferença nos números ocorre porque as autoridades ainda estão conferindo informações fornecidas por hotéis, empresas de turismo, guias e equipes de segurança.
A identificação das nacionalidades dos desaparecidos também permanece em andamento.
Imagens registradas por câmeras de segurança mostram uma enorme quantidade de água e lama avançando rapidamente sobre áreas habitadas. Casas, veículos e pontes foram atingidos.
No território chinês, o posto fronteiriço de Gyirong também foi afetado. A imprensa estatal informou sobre vítimas e desaparecidos, mas ainda não havia apresentado um balanço detalhado.
Equipes de emergência trabalham nos dois lados da fronteira em busca de sobreviventes. Moradores de áreas ameaçadas estão sendo retirados e os feridos encaminhados para atendimento médico.
As autoridades também investigam o que teria provocado a enxurrada. Uma das hipóteses é que um terremoto tenha causado o deslizamento de grandes volumes de terra e gelo, interrompendo temporariamente o fluxo do rio Bhotekoshi.
O USGS registrou um tremor de magnitude 4,4 antes do desastre. Especialistas também avaliam a possibilidade de o colapso de parte de uma geleira ter contribuído para o deslocamento de rochas e sedimentos.
Com as operações ainda em andamento, o número de vítimas e desaparecidos pode sofrer novas alterações.
















