Uma série de denúncias de assédio envolvendo a Universidade Federal do Maranhão (UFMA) tem gerado preocupação entre estudantes e servidores, que cobram medidas mais firmes da administração superior diante dos casos relatados. Segundo vítimas, além da recorrência das ocorrências, há também insatisfação com a suposta falta de providências efetivas por parte da reitoria.
Os relatos incluem situações de assédio moral e sexual, muitas vezes associadas a relações de poder dentro do ambiente acadêmico. Entidades representativas apontam que esse tipo de prática não é isolado e vem sendo denunciado há anos por membros da comunidade universitária. Em nota anterior, a Associação dos Professores da UFMA (APRUMA) já havia alertado para a frequência de episódios de assédio e para os impactos negativos na saúde emocional e na carreira das vítimas.
Casos mais antigos reforçam a gravidade do problema. Em 2022, por exemplo, um professor da instituição foi demitido após denúncias de abuso sexual contra estudantes, após processo administrativo disciplinar. Já em 2019, outro docente chegou a ser afastado após acusações semelhantes feitas por alunas, o que evidencia que episódios do tipo não são recentes.
Além dos casos individuais, estudos acadêmicos realizados no próprio ambiente da UFMA apontam para um cenário mais amplo de desigualdade e assédio. Uma pesquisa revelou que a maioria das professoras de cursos de Comunicação no Nordeste percebe o ambiente universitário como machista, com relatos frequentes de discriminação e comportamentos inadequados.
Diante desse contexto, estudantes e servidores afirmam que a principal cobrança é por maior transparência nos processos de apuração e por medidas concretas, como o afastamento preventivo de acusados durante as investigações. Também há reivindicações por canais mais eficazes de denúncia e acolhimento às vítimas.
Até o momento, a reitoria da UFMA tem reiterado, em ocasiões anteriores, que repudia qualquer forma de assédio e que casos são apurados por meio de processos administrativos. No entanto, para parte da comunidade acadêmica, as respostas institucionais ainda são consideradas insuficientes frente à gravidade das denúncias.
O tema reacende o debate sobre a necessidade de políticas mais rigorosas de prevenção e combate ao assédio no ensino superior, bem como de mecanismos que garantam segurança e confiança para que vítimas possam denunciar sem medo de retaliação.
A atual gestão da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), sob comando de Fernando Carvalho, é alvo de duras críticas por parte de membros da comunidade acadêmica, que apontam falta de perspectiva de crescimento institucional e a ausência de um projeto consistente para o futuro da universidade.
Segundo relatos, o cenário nas pró-reitorias, especialmente na PROAES e na PROPLAN, é de desorganização, com avaliações de que houve retrocesso em relação à administração anterior.
Além disso, a condução do processo eleitoral interno também é questionada, com acusações de demora e centralização das decisões, o que teria gerado insatisfação e insegurança entre os envolvidos. Outro ponto de crítica diz respeito à exoneração de um diretor de centro eleito pela maioria dos segmentos, vista como um episódio controverso. Por fim, surgem denúncias sobre possíveis acúmulos elevados de recursos provenientes de bolsas por parte de servidores, o que, embora considerado legal, levanta questionamentos e pode vir a ser detalhado futuramente por integrantes da sociedade civil.
















