A crise da assistência estudantil na UFMA tem nome, consequência e responsáveis políticos. Entre os principais alvos das críticas da comunidade acadêmica está o pró-reitor de assistência estudantil, Danilo Lopes, cuja gestão vem sendo marcada por denúncias constantes de falhas no Restaurante Universitário, problemas no atendimento aos estudantes e crescente insatisfação nos campi da capital e do interior.
Os episódios envolvendo o RU deixaram de ser casos pontuais. Estudantes relatam problemas recorrentes na qualidade das refeições, atrasos, falta de alimentos e situações humilhantes para quem depende diariamente da assistência estudantil para conseguir permanecer na universidade. Em alguns campi, a situação chegou ao ponto de estudantes precisarem se mobilizar para evitar que colegas ficassem sem alimentação.
Mesmo diante desse cenário grave, a gestão da PROAES demonstra lentidão, falta de sensibilidade e incapacidade de apresentar soluções concretas. A sensação entre muitos estudantes é de abandono completo.
Além da crise nos Restaurantes Universitários, aumentam também as reclamações relacionadas às bolsas e auxílios estudantis. Diversos estudantes que se enquadram em critérios de baixa renda denunciam dificuldades para acessar políticas de permanência, enfrentando negativas, demora excessiva nos processos e ausência de transparência nos procedimentos administrativos.
A assistência estudantil deveria funcionar como instrumento de inclusão e combate à evasão universitária. Porém, sob a atual condução da PROAES, muitos estudantes afirmam estar vivendo exatamente o contrário: insegurança, desgaste emocional e medo constante de não conseguirem continuar seus cursos.
Uma universidade pública não pode tratar permanência estudantil como algo secundário. A comunidade acadêmica exige responsabilidade, competência administrativa e respeito aos estudantes que mais precisam da universidade pública para transformar suas vidas.
















