Mesmo após um investimento superior a R$ 105 milhões em serviços de drenagem urbana ao longo de 2025, bairros de São Luís continuam enfrentando alagamentos recorrentes durante o período chuvoso. Levantamentos divulgados por blogs especializados em política e fiscalização de gastos públicos indicam que os recursos não resultaram em melhorias perceptíveis para a população.
De acordo com os dados publicados, a Prefeitura de São Luís, sob a gestão do prefeito Eduardo Braide (PSD), destinou R$ 105.897.673,48 a uma única empresa — a Moriah Terraplanagem Construções e Comércio Ltda. — para serviços de manutenção e execução de obras de drenagem. Os pagamentos foram realizados ao longo do ano passado, totalizando 22 repasses, sendo o último no valor de aproximadamente R$ 2,8 milhões, quitado em dezembro.

Apesar do volume expressivo de recursos, moradores de regiões como Coroado, Africanos e áreas próximas à Avenida Edson Brandão, no bairro Anil, relatam que os problemas persistem. Em alguns trechos, obras recentes não resistiram às primeiras chuvas intensas, com estruturas danificadas e retorno imediato dos alagamentos.
Publicações anteriores já haviam alertado que, em pontos específicos como o Coroado, soluções técnicas definitivas poderiam custar significativamente menos do que os valores empenhados pela gestão municipal. Ainda assim, intervenções adotadas até agora, como limpezas pontuais de galerias, não teriam sido suficientes para eliminar os transtornos enfrentados pelos moradores.
Especialistas ouvidos em reportagens anteriores destacam que obras de drenagem exigem planejamento integrado, fiscalização rigorosa e execução adequada, sob risco de desperdício de recursos públicos. A crítica recorrente é de que intervenções feitas de forma emergencial e sem acompanhamento técnico tendem a falhar diante de eventos climáticos mais severos.
Até o momento, a Prefeitura de São Luís não apresentou um balanço detalhado que comprove a efetividade das obras realizadas nem um cronograma claro de soluções definitivas para os pontos críticos de alagamento na capital.
Enquanto isso, a cada novo período de chuvas, cenas de ruas inundadas voltam a se repetir, reforçando questionamentos sobre a eficiência do gasto público e a real prioridade dada à infraestrutura urbana da cidade.
Com informações Marco Aurélio D’eça















