A corrida presidencial de 2026 entra em seus últimos dias com um cenário de forte equilíbrio entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Pesquisas divulgadas nesta semana mostram diferenças mínimas entre os candidatos e reforçam a expectativa em torno do resultado do segundo turno, marcado para domingo (25).
Dois dos principais institutos de pesquisa do país, Quaest e Datafolha, apontaram empate técnico entre os concorrentes.
No levantamento da Quaest, divulgado na quarta-feira (21), Flávio Bolsonaro aparece com 45% das intenções de voto, contra 44% de Lula.
A pesquisa ouviu 2.154 eleitores entre os dias 17 e 20 de outubro e apresentou margem de erro de dois pontos percentuais. O levantamento está registrado sob o protocolo BR-08535/2026.
Já o Datafolha, divulgado na quinta-feira (22), mostrou Flávio com 47% e Lula com 46%. Considerando apenas os votos válidos, ambos aparecem com 50%.
Além da proximidade entre os candidatos, os levantamentos apresentam informações relevantes sobre os eleitores que ainda não escolheram um dos concorrentes.
Na pesquisa espontânea da Quaest, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados com 40% cada.
O levantamento também registrou aumento dos indecisos, que chegaram a 14%, segundo os dados apresentados.
Esse cenário amplia a importância dos últimos dias de campanha, período em que os candidatos procuram conquistar votos e mobilizar seus apoiadores.
E se a eleição terminar empatada?
Apesar de improvável, uma igualdade absoluta no número de votos válidos possui solução prevista na legislação brasileira.
O Código Eleitoral estabelece que, persistindo empate entre os candidatos no segundo turno, será considerado eleito o mais idoso.
Portanto, caso Lula e Flávio Bolsonaro terminem a apuração com exatamente a mesma quantidade de votos, o atual presidente levaria vantagem por sua idade.
É importante destacar que o empate técnico registrado pelas pesquisas não significa que os candidatos receberão a mesma quantidade de votos.
Com diferenças pequenas nos levantamentos e uma parcela do eleitorado ainda indecisa, o resultado permanece aberto no cenário retratado pelas pesquisas.
A definição ocorrerá nas urnas, e não nas projeções estatísticas. No domingo (25), os eleitores decidirão quem comandará o Brasil pelos próximos quatro anos.
















