Os Lençóis Maranhenses ganharam novamente destaque internacional após a Nasa divulgar uma imagem do parque vista do espaço. O registro, feito pelo satélite Landsat 9, mostra a dimensão das dunas brancas e das lagoas que transformam o litoral do Maranhão em uma paisagem única.
A agência espacial americana classificou a região como um “deserto feito de água”, em referência ao contraste entre a aparência árida das dunas e a presença de inúmeras lagoas de água doce.
A comparação com um deserto, porém, não representa as condições climáticas da região. De acordo com a Nasa, os Lençóis Maranhenses recebem aproximadamente 125 centímetros de chuva por ano, quantidade superior à registrada em Seattle e aproximadamente o dobro da média observada em Londres.
A água das chuvas ocupa as áreas mais baixas entre as dunas, dando origem às lagoas temporárias e permanentes que podem ser observadas em diferentes períodos do ano.
A formação do parque também está ligada à dinâmica dos rios e do litoral. Grandes quantidades de areia de quartzo são transportadas pelos rios até a faixa costeira, onde se acumulam ao longo de milhares de anos. As alterações no nível do mar também contribuíram para a configuração atual do território.
Com dunas que podem alcançar 30 metros de altura, o parque apresenta uma extensa área de areia branca intercalada por água e vegetação. Na imagem orbital, o Oceano Atlântico aparece ao norte, delimitando parte do cenário.
Considerado o maior campo de dunas da América do Sul, o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses possui cerca de 1.500 quilômetros quadrados e reúne ecossistemas como manguezais, rios e áreas de vegetação.
A fotografia divulgada pela Nasa oferece, assim, uma visão ampla de um patrimônio natural que já é um dos principais símbolos turísticos do Maranhão e do Brasil.
















