Nos bastidores da política maranhense, cresce a percepção de que o governador Carlos Brandão articula uma nova configuração de poder para o cenário eleitoral de 2026. O movimento, segundo interlocutores políticos, indicaria um reposicionamento estratégico do governo estadual, aproximando-o de setores ligados à direita e abrindo espaço para novos nomes na disputa pelo Senado.
De acordo com fontes políticas, a estratégia em construção prevê a manutenção de Brandão no comando do Estado, enquanto o seu grupo trabalharia para viabilizar a candidatura de um familiar ao governo do Maranhão. Paralelamente, uma das vagas ao Senado estaria reservada à presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale, consolidando o núcleo político mais próximo do governador.
A segunda vaga ao Senado, porém, tornou-se o principal foco de disputa interna. Nomes como Mical Damasceno e Pedro Lucas têm ganhado força nos bastidores, com destaque para Pedro Lucas, que contaria com apoio de setores ligados ao círculo familiar do governador. Esse cenário, segundo analistas políticos, reforça a ideia de que Brandão busca ampliar o diálogo com segmentos conservadores e bolsonaristas no Estado.
Nesse contexto, o senador Weverton Rocha, que já ocupou posição estratégica no campo progressista maranhense, teria perdido espaço nas articulações centrais do grupo governista. A sua permanência em uma eventual chapa majoritária dependeria, segundo fontes, de fatores externos, como o posicionamento do presidente Lula e os custos políticos de um eventual acordo nacional.
O rearranjo político também expõe contradições no discurso de parte da base governista. Enquanto no plano nacional o enfrentamento ao bolsonarismo segue como bandeira da esquerda, no Maranhão a sustentação política do governo estadual estaria cada vez mais associada a lideranças vinculadas ao campo conservador.
Com a antecipação das articulações para 2026, o tabuleiro político maranhense começa a ser redesenhado, indicando que a disputa pelo Senado e pelo governo do Estado poderá ser marcada por alianças inesperadas, disputas internas e reposicionamentos ideológicos que prometem intensificar o embate eleitoral nos próximos anos.















