O céu de diferentes partes do Hemisfério Norte será palco, nesta quarta-feira (12), de um eclipse solar total. O fenômeno ocorrerá quando a Lua passar entre a Terra e o Sol e bloquear completamente a visão do disco solar em uma estreita faixa do planeta.
A totalidade poderá ser observada em regiões da Groenlândia, Islândia, norte da Rússia, Espanha e em uma pequena área de Portugal. Já localidades de grande parte da Europa, da América do Norte e do noroeste da África terão a oportunidade de acompanhar apenas o eclipse parcial.
No Brasil, entretanto, não haverá possibilidade de observação do fenômeno. De acordo com o Observatório Nacional, a posição da sombra da Lua durante o alinhamento entre os três astros fará com que o território brasileiro fique fora tanto da faixa de totalidade quanto das regiões de visibilidade parcial.
Segundo estimativas do TEMPO and Date, aproximadamente 15,2 milhões de pessoas vivem nas áreas que estarão diretamente sob a umbra, a parte mais escura da sombra lunar. Nesses locais, o Sol será completamente encoberto durante alguns instantes.
Somando as regiões onde o eclipse será parcial, cerca de 980 milhões de pessoas estarão em áreas alcançadas pelo fenômeno.
A duração da fase total será curta. Na maior parte da trajetória, ficará abaixo de dois minutos. Em determinados pontos próximos ao centro da faixa de totalidade, poderá superar essa marca, mas permanecerá abaixo de dois minutos e meio.
O fenômeno desta quarta-feira será um eclipse solar total nas áreas atingidas pela umbra. Isso significa que a Lua terá tamanho aparente suficiente para cobrir integralmente o disco solar.
Em um eclipse anular, por outro lado, a Lua aparenta ser pequena demais para esconder completamente o Sol, deixando uma espécie de anel luminoso ao redor do disco lunar.
A possibilidade de ocorrer um eclipse total está relacionada ao tamanho aparente semelhante de Sol e Lua quando observados da Terra. Embora o Sol seja muito maior, também está muito mais distante do planeta.
Quem estiver em uma região de visibilidade deve utilizar óculos próprios para eclipses que atendam à norma ISO 12312-2. Óculos escuros convencionais não protegem os olhos contra a radiação solar.
Também pode ser utilizado vidro de soldador com tonalidade 14 ou superior, conforme orientação do Observatório Nacional. Equipamentos ópticos, como telescópios e binóculos, precisam de filtros solares próprios instalados na parte frontal.
Olhar diretamente para o Sol sem proteção adequada pode provocar lesões permanentes na retina.
















