O hábito tradicional de soltar pipas, intensificado durante o período de férias escolares, tem gerado preocupação no Maranhão. Entre janeiro e maio de 2026, foram registradas 707 ocorrências envolvendo pipas em contato com a rede elétrica, segundo dados da Equatorial Maranhão.
Além do risco iminente de choque elétrico, esses incidentes podem provocar curtos-circuitos, rompimento de cabos e interrupções no fornecimento de energia, afetando residências, comércios e serviços essenciais. A distribuidora alerta que os meses de junho e julho concentram historicamente o maior número de registros.
São Luís lidera o ranking de ocorrências, com 285 casos, seguida por São José de Ribamar (68) e Carutapera (66). Na capital, bairros como Cidade Operária, Vila Maracujá e Centro aparecem entre os mais afetados.
De acordo com a Equatorial, a conscientização é fundamental para evitar acidentes. A orientação é soltar pipas apenas em locais abertos e longe da rede elétrica, como campos e praias, sempre sob supervisão de adultos.
Outro ponto de atenção é o uso de cerol e linha chilena, proibidos por lei no estado. Além de serem perigosos para pessoas, esses materiais aumentam o risco de condução elétrica, podendo agravar acidentes.
A recomendação é clara: ao perceber uma pipa presa na fiação, nunca tentar retirá-la. A atitude mais segura é manter distância e acionar os canais oficiais da concessionária.
















