O vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão, afirmou nesta segunda-feira (23) estar sendo alvo de perseguição política após a divulgação de uma investigação que, segundo ele, teria motivações eleitorais. Em manifestações nas redes sociais, o gestor classificou o caso como um “factoide político” criado para prejudicar sua imagem em um momento estratégico do calendário eleitoral.
De acordo com Camarão, a apuração teria exposto informações pessoais de sua família, incluindo dados sensíveis e até imagens de sua filha menor de idade. O vice-governador considerou a situação “grave” e criticou o que chamou de uso indevido de instrumentos institucionais.
Ele também rebateu suspeitas envolvendo movimentações financeiras, afirmando que todos os dados mencionados estão devidamente declarados à Receita Federal por meio do Imposto de Renda. “Não há qualquer irregularidade”, sustentou.
Durante o pronunciamento, o vice-governador direcionou críticas ao procurador-geral de Justiça, Danilo de Castro, e ao grupo político do governador Carlos Brandão. Camarão questionou o timing da divulgação da investigação, alegando que o caso estaria em andamento há cerca de um ano, mas só veio a público às vésperas do período de desincompatibilização eleitoral.
Segundo ele, medidas jurídicas já estão sendo adotadas. O vice-governador informou que pretende acionar o Tribunal de Justiça do Maranhão e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) para apurar possíveis irregularidades na condução do caso.
Camarão afirmou ainda confiar no sistema de Justiça e disse que pretende comprovar a improcedência das acusações assim que tiver acesso completo aos autos. Ele relembrou episódios anteriores em que investigações semelhantes foram arquivadas por falta de provas.
O episódio intensifica a tensão política no estado e evidencia um possível rompimento entre o vice-governador e o grupo liderado por Carlos Brandão, ampliando a instabilidade no cenário político maranhense em ano pré-eleitoral.
















