O início das aulas no IEMA Pleno São Luís–Cohab foi oficialmente adiado, conforme comunicado divulgado pela gestão da unidade. A justificativa apresentada é a realização de uma reforma estrutural que ainda se encontra em fase de finalização, atingindo laboratórios, cozinha, refeitório e outros ambientes da escola.

Apesar do tom institucional do aviso, o adiamento provocou indignação entre alunos, pais e moradores da Cohab, que questionam a falta de planejamento e a ausência de uma data concreta para o início do ano letivo. No comunicado, a gestão limita-se a informar que as aulas começarão “tão logo encerrem as obras”, sem estabelecer prazos ou garantias.
Para a comunidade escolar, o problema vai além da reforma. Pais relatam que a situação se arrasta há meses e que a falta de organização compromete o direito dos estudantes à educação. “Não é aceitável que o ano letivo comece sem condições mínimas e sem transparência. Os alunos ficam no prejuízo”, afirmou um responsável.
As críticas também recaem sobre a direção-geral do IEMA, comandada por Cricielle Muniz. Nos bastidores, cresce a percepção de que a gestão estaria desconectada da realidade enfrentada pelos alunos da Cohab, enquanto a diretora se mantém distante das cobranças locais. A ausência de um posicionamento direto da direção-geral sobre o caso reforça o sentimento de abandono relatado por estudantes e familiares.

Outro ponto criticado é o fato de a comunicação oficial se restringir às redes sociais e grupos de WhatsApp, o que, segundo moradores, não substitui o diálogo direto com a comunidade e nem resolve a incerteza vivida pelos alunos.
Enquanto o IEMA divulga comunicados genéricos, estudantes seguem sem aulas, pais sem respostas claras e a Cohab sem a garantia de que a educação pública está sendo tratada como prioridade. O episódio evidencia falhas de gestão e levanta questionamentos sobre a responsabilidade administrativa diante do impacto direto na vida de centenas de alunos.















