O PDT atravessa uma fase de forte desgaste interno no Maranhão durante as eleições de 2026. A insatisfação entre candidatos proporcionais aumentou nas últimas semanas e já envolve reclamações sobre falta de apoio, estrutura de campanha e ausência de diálogo com dirigentes da legenda.
Segundo relatos de integrantes do partido, alguns candidatos consideram abandonar a disputa diante das dificuldades enfrentadas durante a campanha. A possibilidade de desistências amplia a preocupação com a capacidade do PDT de formar bancadas competitivas para a Assembleia Legislativa e a Câmara dos Deputados.
Entre os nomes citados nas reclamações estão Pastor Amorim e Charles dos Carrinhos. Os candidatos teriam manifestado insatisfação com a falta de acompanhamento partidário e com a condução das atividades eleitorais.
Outro ponto de tensão envolve os recursos do Fundo Eleitoral. O PDT recebeu mais de R$ 169 milhões para financiar as campanhas de seus candidatos em todo o país. No Maranhão, os repasses foram destinados a diferentes candidaturas, incluindo nomes que disputam cargos proporcionais e majoritários.

A distribuição dos valores tornou-se um dos principais focos de questionamento dentro das chapas. Candidatos reclamam que a estrutura disponibilizada não corresponderia às expectativas criadas durante a formação das nominatas.
O momento também representa um desafio político para a legenda. Historicamente associado à administração de São Luís e ao governo estadual, o PDT perdeu parte do protagonismo que marcou sua trajetória no Maranhão.
A atual eleição coloca o partido diante da necessidade de reorganizar suas forças e ampliar sua competitividade. Para isso, além da estrutura financeira, a legenda precisa administrar as divergências entre seus próprios candidatos.
Com a campanha avançando para a reta decisiva, a direção do PDT terá de lidar com o descontentamento interno e evitar que as divergências resultem em desistências ou enfraquecimento das chapas.
O desempenho eleitoral da legenda dependerá não apenas da votação obtida nas urnas, mas também da capacidade de manter seus candidatos mobilizados e unidos até o fim da disputa.
















